sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Desabafo...


Me apresento em um mundo desigual
Sem medidas ou limites
Onde minha alma transcorre corpo afora
Viaja... vaga... a procura do meu eu
Não sei, já não mais sei
Onde tudo se perdeu
O contrário do que se é
Eu fui... um dia...
Hoje, sou um corpo na qual vegeta
Uma alma sem brilho que vagueia
Um coração ferido que nada mais é capaz de sentir
Ele chora, assim como choram meus olhos
Sempre que a dor incomoda
Dor essa de arrependimento
Me enfraquece, me isola
Faz com que eu me sinta suja
Impura...
Não posso culpar nada nem ninguém
Já fui ao fundo e voltei
Contudo sofri, fui infeliz
Vivi de ilusões, quebrei corações
Outrora levantei...
Voltei a viver, me superei...
E de repente...
Faço o fundo se aproximar cada dia mais
Buscando um fim que a ninguém satisfaz

!!!


Sacudi a cabeça como quisesse apagar algo da mente
Assim como se apaga o lápis do papel...
Papel aquele que sentia todo meu desabafo
Era a forma que tentava apagar da mente a imagem que me vinha a tona
Fazendo com que meu coração se enchesse de vontades e desejos
E murchasse quando no mesmo instante me vinha o medo
Meu corpo estremecia a cada segundo de pensamento
As palavras já não mais eram significantes...
As mentiras que tentava por diversas vezes acreditar era em vão
Estou me perdendo atrás de um sentimento indecifrável
Que perturba noite e dia...
Me joga em um mundo na qual desconheço...
Faz meu coração sentir vontade de tentar...
Tentar algo que não sei se existe
Meras ilusões também aborrecem corações...
Carência faz do sentimento sua existência...
Contudo não sei...
Me desprezo quando olho sua mão...
Por deixar se abrigar em meu peito essa paixão

.........


Conto as horas sem sequer olhar para o relógio.
Me entrego a um sentimento que nem sei qual é...
Me busco de um infinito procurando um fim
Imagens me vem a tona, me disperso do que quero...
Do que sou...
Me deixo levar por um efeito colateral, conseqüência de uma dúvida
Que me domina peito a dentro...
Corpo que estremece
As pernas que bambeiam
O coração acelera
Sinto-me livre a voar... a fazer o que bem entender
Mas minhas asas não me levam...
Me prendem a um solo por medo dos dizeres
Das conseqüências...
De um tudo que parece que por fim é um nada...
Um nada que me faz perder um rumo
Um tudo que me perde do mundo...
Quando tento me encontrar tudo parece tão irreal
Tão fora do comum do meu viver
Que passo a desacreditar no que sinto, vivo, existo...

Pensamentos...


Meu íntimo transborda...
Escapa das minhas mãos
Escorre entre meus dedos
Me faz inquieta
Perco total controle
Meu ímpeto se confunde
Com seu olhar
Com seu corpo
Com a sua presença
Faz do meu eu, algo inexplicável
Me tira os pés do chão
Sem se quer me tirar do lugar
Flutuo, penso, choro
Pra tirar isso de mim, imploro
Arranca tal sentimento
Me deixa viver esse momento
Confusões
Medos
Ilusões
O coração aperta
Meus lábios sorriem...
...

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