Me apresento em um mundo desigual
Sem medidas ou limites
Onde minha alma transcorre corpo afora
Viaja... vaga... a procura do meu eu
Não sei, já não mais sei
Onde tudo se perdeu
O contrário do que se é
Eu fui... um dia...
Hoje, sou um corpo na qual vegeta
Uma alma sem brilho que vagueia
Um coração ferido que nada mais é capaz de sentir
Ele chora, assim como choram meus olhos
Sempre que a dor incomoda
Dor essa de arrependimento
Me enfraquece, me isola
Faz com que eu me sinta suja
Impura...
Não posso culpar nada nem ninguém
Já fui ao fundo e voltei
Contudo sofri, fui infeliz
Vivi de ilusões, quebrei corações
Outrora levantei...
Voltei a viver, me superei...
E de repente...
Faço o fundo se aproximar cada dia mais
Buscando um fim que a ninguém satisfaz




